16/06/2017




Gosto de ver televisão,
em casa da minha mãe,
sem comando na mão.

Se queres mudar,
tens que te levantar.

Podemos conversar,
valorizando a conversa,
sem ninguém a mandar calar.
A televisão pouco interessa...

Continuo a gostar da publicidade,
não dos produtos por si só mas
do movimento,
da mudança,
sentindo saudade do tempo
de criança.


E, ela quando vê televisão, na minha casa, diz:
- Se só vês um, de cada vez,
para quê tanto canal,
afinal?

Quase que lhe dou razão...



15/06/2017



Adoro os primeiros dias de praia,
aqueles em que sentes que a praia é quase tua.

Adoro aquele silêncio feito, apenas, do barulho das ondas.
Adoro a aproximação confiante das gaivotas.

Adoro o sol aquecendo a pele.
Adoro a água fria refrescando a alma.

Adoro o estar, por ali, sem pressas.
Adoro pisar a rocha quente.

Adoro enterrar os pés na areia.
Adoro voltar para casa, cansada, ao fim da tarde...
Que cansaço bom!





É tanto o que pedimos.


Tanto que nos queixamos por não ter, 
por não ser, 
por não saber.

E, será que estamos preparados para tanto ter,
tanto ser, 
tanto saber
quando isso acontecer?